O post está chegando atrasado porque peguei uma gripe daquelas que só o início do outono pode nos proporcionar. Estava planejando bolo e brigadeiro no trabalho para celebrar mais um ano no Canadá, mas acabei em casa fungando pelos cantos. Anyway, vamos ao resumo da ópera que esta virando tradição por aqui.
Neste último ano começamos um relacionamento mais maduro. Vancouver inaugurou uma vida mais balanceada, gostosa e cheia de bons amigos. Falando neles: obrigada Natália, JP, Juanita, Elaine, Claudia, Karine, Ana, Felipe, Renatinha, Renatona, Chris do Bolo, Adrian, Fernanda, Marcella, Catherine, Joanna, Mercia, Helen e mais um povo que eu esqueci, por tornarem a minha vida mais fácil, segurarem a minha mão quando eu preciso e dizer que “it’s is OK” na hora certa.
A vida numa cidade grande trouxe também mais autonomia a minha rotina. A minha opção verde de sempre usar o transporte público que definitivamente não funcionou em Kelowna, em Vancouver faz muito sentido. Eu posso e estou em qualquer lugar em meia hora. Estudo, trabalho e diversão se transformaram em tarefas simples e gostosas no meu dia a dia.
Trabalho. Pela primeira vez na vida descobri o quanto um simples visto de imigrante pode mudar completamente a vida de qualquer um. O recomeço por aqui aconteceu no último dia 22 de junho com o meu landing. Na mesma semana tirei o meu SIN number, que é o CPF daqui, e comecei a procurar meu primeiro emprego. Na semana seguinte, já estava empregada na ISSofBC. Agora, passados os três meses de experiência, outros desafios já se apresentam. É… a vida de vez enquando pode fluir fácil e divertida!
Este último ano me afastou do nascimento da minha afilhada Helena e de bons momentos que a minha mãe viveu sozinha no Brasil. A vida no Canadá é boa, mas nada do que eu tenho aqui pode substituir o café fresco da fazenda ou o cheiro gostoso de chuva de verão no Jardim Botânico. Lembro que antes de embarcar li sobre a saudade de casa em vários blogs de brasileiros expatriados. Nunca achei que a corrupção e a roubalheira do Brasil fosse fazer falta, mas semore tive certeza de que as pessoas que amo seriam um eterno buraco na minha jornada de imigrante. Elas continuam lá e eu aqui. Talvez um dia eu construa pontes que conciliem meus dois mundos. Talvez um dia eu tenha filhos. Talvez um dia eu volte…
Neste ano eu descobri que o Canadá é daqueles que querem recomeçar. Se você tem uma vida super balanceada no Brasil, gosta do seu emprego, tem filhos e não consegue viver sem a sua família, por favor, não comece o processo de imigração. Fique no Brasil e lute contra o que te incomoda. O Canadá é uma vida de recomeços onde ninguém sabe o seu nome, conhece a sua família ou sabe do que você é capaz. Se por um lado isso pode representar liberdade e oportunidade para alguns, para muitos pode ser a pior das prisões. Por enquanto, o Canadá e eu continuamos em lua-de-mel…


















Que chique assim achar meu nome no blog de madame… mas fico feliz que as coisas estão entrando no eixo.
Gostei do tom desse post, bem equilibrado… com uma calma que só aquele que descobre as respostas para inquietações antigas consegue.
Estamos no mesmo barco.
Parabéns por mais um ano.
Chris…do bolo
Veu, amiga, maricota!
tudo de bom pra vc! saudade!
bjs
Lili
Nossa Véu, já tá fazendo aniversário de novo, pra mim parece que foi ontem, a gente ali com nossos probleminhas aliviando as tensões (e criando algumas outras, oops) na hora do almoço. Que saudades… Mas em algum lugar no meio de uma das suas pontes a gente se encontra… Beijo e parabéns!!
Parabéns por mais um aniversário! Aos poucos as coisas vão se ajeitando… a saudade também vai diminuindo (ou vc vai se acostumando com ela)… Esse mês comemoro 9 anos do dia em que vim pro Canada de vez. Ao mesmo tempo que parece que foi ontem, parece que foi uma vida atrás…