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Ok… o impossível aconteceu: – Eu fui a um show do Radiohead e foi perfeito!
Ok, deixe-me reformular a afirmativa anterior: – Eu fui a um show do Radiohead e o mesmo foi perfeito! Poderia ter sido melhor se na cidade que eu escolhi para morar não chuvesse sempre que o forecast promete e se os nerds daqui fossem tão baixinhos quanto os do Brasil!
Pronto, partindo desse pressuposto, eu posso fazer inveja no fã-clube brasileiro!
Arthur Dapieve e uma resenha de 2003
Quando eu ainda estava estudando na PUC-Rio, meu querido professor Arthur Dapieve fez uma resenha sensacional sobre a estrutura Redioheadica para Hail to the Thief. Se eu não me engano, ele assistiu show na California e um dos musts descritos é o comprometimento da banda com a qualidade artística e sonora.
Ontem pude ouvir e ver tudo isso com os meus próprios sentidos. O palco de In Raibows é o pano de fundo ideal para todas as cores que passeiam por ele. O show tem uma abordagem multimedia, e os telões interagem com o que se passa. A qualidade acústica é tão perfeita que impressiona. Pra quem leu a resenha da época, as milhares de caixas de som espalhadas ao redor do público continuam sendo usadas. Os sons do ouvido esquerdo continuam diferentes do direito, e as narrativas continuam únicas como as iniciadas em Kid A. O Thom Yorke desafina, mas é difícil acreditar que apenas cinco weird dudes fazem tanto barulho!
Mas como foi o show?
Não sei se foi o tempo, ou a insistência do público, mas a banda é a simpatia em banda. Thom Yorke fez várias brincadeiras sobre a chuva que caia e ensopava todo mundo. O Set-list foi bem flexível. Teve Kid A com Everything in its Right Place e 2+2 de Hail to the Thief e, OK Computer com Karma Police, No Surprises e Paranoid Android. Música esta perfeita para embalar os isqueiros que não acenderam enquanto todo mundo cantava “rain down… rain down… come on rain down on me”!
O que veio de In Raibows me surpreendeu bastante. Como sempre, eu não li nenhuma crítica sobre o show, nem tentei saber o que eles tinham preparado para Vancouver. Foi muito interessante apreciar os Radioheads tocando instrumentos diferentes e personalizando cada música. Thom Yorke agora toca piano e batera! Johny Greenwood continua tirando os sons mais entranhos usando só pedais e várias guitarras…
Radiohead voltou ontem ao palco por duas vezes! Tocou tudo que os nosso 50 dólares mereciam e mais um pouco. Eu não acreditei no set list de ontem e achei muito generoso da parte deles tocarem todas as músicas que a imigrante brasileira queria ouvir. Ok, que queria presenciar um pouco de The Bends ao vivo, mas querer Creep num show do Radiohead deve ser o mesmo que pedir Sina pro Djavan!
Tô vendida, sou fão de carteirinha…
Ok… eu comecei esse post tentando retomar o meu gosto pela crítica. Eu queria poder ignorar os adjetivos que persistem em aperecer neste post, mas não dá! Foi bom demais!
Update:
Pra quem quiser ler uma crítica boa em inglês, direto do Beyond Robson, clique aqui. O post é relevante porque discorda em muitos aspectos de tudo o que eu disse. Se você tiver um tempinho, deixe nos comentáios a sua opinião.”














