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	<title>Madame Heringer &#187; Music</title>
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		<title>Day #4: Michel Teló and My Cultural Identity</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 16:59:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Veronica Heringer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Clique aqui para ler em português) Brazil is currently a war zone after Forbes and Revista Época, the latter being the magazine of highest circulation in my home country, have published articles defining pop singer Michel Teló as a Brazilian]]></description>
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<p style="text-align: right;"><a href="http://madameheringer.com/pt/2012/01/04/day-4-michel-telo-and-my-cultural-identity/">(Clique aqui para ler em português)</a></p>
<p>Brazil is currently a war zone after Forbes and Revista Época, the latter being the magazine of highest circulation in my home country, have published articles defining pop singer Michel Teló as a Brazilian cultural icon. The Brazilian publication apparently went even farther by defining Mr. Teló&#8217;s work as the music that translates and unites the cultural values of all Brazilian social classes. I didn&#8217;t have a chance to actually read the original article published by Revista Época, but judging by the <a href="http://www.forbes.com/sites/andersonantunes/2011/12/29/have-you-heard-of-brazilian-country-music-phenomenon-michel-telo-yet-you-will/" target="_blank">Forbes&#8217; article</a> Mr. Teló&#8217;s biggest achievement was to become a worldwide meme while managing to profit from it. However, my two cents are not related to his success. I am more concerned about the cultural values of the <a href="http://www.globalpost.com/dispatch/news/business-tech/global-economy/111226/brazil-overtakes-uk-worlds-sixth-biggest-economy" target="_blank">sixth largest economy of the world</a>. Honestly, when a song that makes man grabbing women at nightclubs acceptable becomes what defines my culture, things are not going in the right direction.</p>
<p>I am not here to judge the musical quality of Mr. Teló&#8217;s work. That&#8217;s a very subjective matter and I really don&#8217;t care if Brazilians think that what he sings is fun. However, once it is endorsed by the media, I believe that we have a problem. In the past year, I spent the majority of my time discussing women&#8217;s representation in the media and the real message behind the message. Mr. Teló&#8217;s songs are clearly targeted to teenagers or young adults interested in casual sex and having fun. They will forget about him as soon as their pimples disappear, no doubt about that! My problem is that when you make acceptable ideas such as in the widespread &#8220;Ai se eu te pego&#8221; song, in which he tells a girl at a nightclub that she makes him horny and poor her if he was to grab her, you endorse sexual harassement and create a generation of  repressed women and stupid men.</p>
<p>Mr. Teló&#8217;s work has reached international audiences through social media and unfortunately, also came to consolidate the idea that sex (or our sexual appeal) is the only cultural characteristic that Brazilians have to share with the world. Through his songs, Brazilian women are portrayed as beautiful, hot, but subservient and constantly waiting for a man to tell us about our desires and our role in the world. I know I&#8217;ve been living in Canada for a while now, but I guarantee that my culture is richer that any magazine will try to describe to you. As Canadians are not just about hockey and Maple Syrup, so Brazilians women are not powerless and dumb. My homecountry invented the Bossa Nova. The Tropicália was one of the most impressive cultural movements of our recent cultural history with impact on music, visual and performing arts. The cultural production has always been shared by men and women, which allowed young artists throughout the last decades to aspire to become a Clarice Lispector or Mario Quintana, to mention two of Brazil&#8217;s most admired writers.</p>
<p>So, if you ever listen to Mr. Teló song, please turn off the radio and download a Maria Rita, Elis Regina, Ivete Sangalo or Bebel Gilberto&#8217;s song from iTunes. I guarantee that you&#8217;ll be amazed by how intense and poetic the Brazilian soul is.</p>
<p><img class="alignnone  wp-image-3753" title="6638995335_6623f03657_o" src="http://madameheringer.com/wp-content/uploads/2012/01/6638995335_6623f03657_o.jpg" alt="" width="551" height="551" /></p>
<p>(First self-portrait of the project. Clearly pissed off at Michel Teló, Forbes and Revista Época)<!--:--><!--:pt-->
<p style="text-align: left;"><span style="text-align: left;">O Brasil virou uma zona de guerra depois que a Forbes e a Revista Época publicaram artigos incluindo Michel Teló a lisa de ícones culturais brasileiro. Aparentemente, a Revista Época definiu Teló como &#8220;o cantor traduz os valores da cultura popular para brasileiros de todas as classes.&#8221; Infelizmente, eu não tive a oportunidade de ler o artigo original da Revista Época, mas julgando peolo artigo da </span><a style="text-align: left;" href="http://www.forbes.com/sites/andersonantunes/2011/12/29/have-you-heard-of-brazilian-country-music-phenomenon-michel-telo-yet-you-will/" target="_blank">Forbes</a><span style="text-align: left;">, a maior conquista de Teló até agora foi capitalizar o seu papel de </span><em style="text-align: left;">meme </em><span style="text-align: left;">da internet. Eu não pretendo analisar o sucesso do cantor que aparentemente é um fato consumado segundo a época. A minha preocupação é com os valores culturais da tão orgulhosa </span><a style="text-align: left;" href="http://www.globalpost.com/dispatch/news/business-tech/global-economy/111226/brazil-overtakes-uk-worlds-sixth-biggest-economy" target="_blank">sexta potência do mundo</a><span style="text-align: left;">. Honestamente, quando uma música sobre um homem agarrando uma mulher na </span><em style="text-align: left;">night </em><span style="text-align: left;">se torna aceitável e passa a definir os valores culturais de uma nação, algo está muito errado.</span></p>
<p>Eu também não vim aqui para julgar as músicas de Teló porque acredito que isso cai na categoria &#8220;gosto não se discute&#8221; da internet. Honestamente, eu estou pouco me lixando se estamos nos divertindo as custas de Teló. No entanto, uma vez que o que Teló diz nas em suas músicas é ratificado na mídia, passo a achar que temos um problema. No último ano discuti muito o papel da mulher na mídia e como somos representadas. Embora muita gente tente tapar o sol com a peneira, existe sempre algo para ser lido nas entrelinhas. As músicas do Teló são claramente direcionadas a adolescentes e jovens procupados em ir pra cama com um peguete. Até aí, OK, porque eles vão esquecer a cara do Teló assim que curarem as espinhas! O problema é aceitar as idéias contidas na música do cantor. Se aceitamos a apologia ao assédio sexual de &#8220;Ai se eu te pego,&#8221; mostramos para o mundo o nosso comprometimento em criar uma geração de mulheres reprimidas e homens mal-educados.</p>
<p>O sucesso internacional de Teló, infelizmente, consolida a idéia de que sexo e sexualidade são as únicas commodities brasileiras com qualidade de exportação. Nas músicas do cantor, a mulher brasileira é bonita e gostosa, mas também subserviente e à espera de um macho que a fale de seus desejos e ambições. Eu sei que já esyou no Canadá há um tempo, mas ainda acredito que a minha cultura é mais rica do que definida pela Revista Época. Assim como canadenses não são só apaixonados por hóquei e <em>maple syrup, </em>a mulher brasileira não são fracas e imbecis.Pelo amor de Deus, nós inventamos a Bossa Nova. A Tropicália foi um dos movimentos culturais mais impressionantes da nossa história recente, com impacto na música, artes plásticas, teatro, etc. A produção cultural brasileira é dividida tanto por homens e mulheres corajosos e inspiradores, o que permitiu às novas gerações a aspirarem a ser uma Clarice Lispector ou Mario Quintana, só para mencionar dois ícones da nossa literatura.</p>
<p>Quero começar aqui uma campanha! Compre uma música da Maria Rita, Elis Regina, Ivete Sangalo, Bebel Gilberto, ou da sua cantora preferida, toda vez que você ouvir uma música do Teló! Vamos provar para a Revista Época que a alma da mulher brasileira é muito mais que uma balada e uma ficadinha na <em>night!</em></p>
<p><img class="alignnone  wp-image-3753" title="6638995335_6623f03657_o" src="http://madameheringer.com/wp-content/uploads/2012/01/6638995335_6623f03657_o.jpg" alt="" width="551" height="551" /></p>
<p>(O primeiro auto-retrato da série, tensa com o Michel Teló e a Revista Época)<!--:--></p>
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		<title>Os nerds de Vancouver são muito altos!</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 12:18:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Veronica Heringer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Português]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[Music]]></category>
		<category><![CDATA[Radiohead]]></category>
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		<description><![CDATA[. Ok&#8230; o impossível aconteceu: &#8211; Eu fui a um show do Radiohead e foi perfeito! Ok, deixe-me reformular a afirmativa anterior: &#8211; Eu fui a um show do Radiohead e o mesmo foi perfeito! Poderia ter sido melhor se]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>.</p>
<p><a href="http://madameheringer.files.wordpress.com/2008/08/image_006.jpg"><img class="size-full wp-image-252 alignnone" src="http://madameheringer.files.wordpress.com/2008/08/image_006.jpg" alt="" width="350" height="263" /></a></p>
<p>Ok&#8230; o impossível aconteceu: &#8211; Eu fui a um show do Radiohead e foi perfeito!</p>
<p>Ok, deixe-me reformular a afirmativa anterior: &#8211; Eu fui a um show do Radiohead e o mesmo foi perfeito! Poderia ter sido melhor se na cidade que eu escolhi para morar não chuvesse sempre que o <em>forecast</em> promete e se os nerds daqui fossem tão baixinhos quanto os do Brasil!</p>
<p>Pronto, partindo desse pressuposto, eu posso fazer inveja no fã-clube brasileiro!</p>
<p><strong>Arthur Dapieve e uma resenha de 2003</strong></p>
<p>Quando eu ainda estava estudando na PUC-Rio, meu querido professor Arthur Dapieve fez uma resenha sensacional sobre a estrutura <em>Redioheadica</em> para <em>Hail to the Thief</em>. Se eu não me engano, ele assistiu  show na California e um dos <em>musts</em> descritos é o comprometimento da banda com a qualidade artística e sonora.</p>
<p>Ontem pude ouvir e ver tudo isso com os meus próprios sentidos. O palco de <em>In Raibows</em> é o pano de fundo ideal para todas as cores que passeiam por ele. O show tem uma abordagem multimedia, e os telões interagem com o que se passa. A qualidade acústica é tão perfeita que impressiona. Pra quem leu a resenha da época, as milhares de caixas de som espalhadas ao redor do público continuam sendo usadas. Os sons do ouvido esquerdo continuam diferentes do direito, e as narrativas continuam únicas como as iniciadas em <em>Kid A</em>. O Thom Yorke desafina, mas é difícil acreditar que apenas cinco <em>weird dudes</em> fazem tanto barulho!</p>
<p><strong>Mas como foi o show?<br />
</strong></p>
<p>Não sei se foi o tempo, ou a insistência do público, mas a banda é a simpatia em banda. Thom Yorke fez várias brincadeiras sobre a chuva que caia e ensopava todo mundo. O <em>Set-list</em> foi bem flexível. Teve <em>Kid A</em> com <em>Everything in its Right Place</em> e <em>2+2 </em>de <em>Hail to the Thief e</em>, <em>OK Computer</em> com <em>Karma Police</em>, <em>No Surprises</em> e <em>Paranoid Android</em>. Música esta perfeita para embalar os isqueiros que não acenderam enquanto todo mundo cantava <em>&#8220;rain down&#8230; rain down&#8230; come on rain down on me&#8221;</em>!</p>
<p>O que veio de <em>In Raibows</em> me surpreendeu bastante. Como sempre, eu não li nenhuma crítica sobre o show, nem tentei saber o que eles tinham preparado para Vancouver. Foi muito interessante apreciar os <em>Radioheads</em> tocando instrumentos diferentes e personalizando cada música. Thom Yorke agora toca piano e batera! Johny Greenwood continua tirando os sons mais entranhos usando só pedais e várias guitarras&#8230;</p>
<p><em>Radiohead</em> voltou ontem ao palco por duas vezes! Tocou tudo que os nosso 50 dólares mereciam e mais um pouco. Eu não acreditei no <em>set list</em> de ontem e achei muito generoso da parte deles tocarem todas as músicas que a imigrante brasileira queria ouvir. Ok, que queria presenciar um pouco de <em>The Bends</em> ao vivo, mas querer <em>Creep </em>num show do <em>Radiohead</em> deve ser o mesmo que pedir Sina pro Djavan!</p>
<p><strong>Tô vendida, sou fão de carteirinha&#8230;</strong></p>
<p style="padding-left:30px;">Ok&#8230; eu comecei esse post tentando retomar o meu gosto pela crítica. Eu queria poder ignorar os adjetivos que persistem em aperecer neste post, mas não dá! Foi bom demais!<span style="color:#ff0000;"><em><strong> </strong></em></span></p>
<blockquote>
<p style="padding-left:60px;"><span style="color:#800080;"><em><strong>Update:</strong></em></span><span style="color:#800080;"><em> </em></span></p>
<p style="padding-left:60px;"><em><span style="color:#800080;">Pra quem quiser ler uma crítica boa em inglês, direto do <a href="http://www.beyondrobson.com">Beyond Robson</a>, clique </span><span style="color:#ff0000;"><span style="color:#800080;"><a href="http://www.beyondrobson.com/music/2008/08/radiohead_rain_is_a_state_of_mind/">aqui</a>. O post é relevante porque discorda em muitos aspectos de tudo o que eu disse. Se você tiver um tempinho, deixe nos comentáios a sua opinião.&#8221; </span><br />
</span></em></p>
</blockquote>
<p><em><a href="http://www.beyondrobson.com/music/2008/08/radiohead_rain_is_a_state_of_mind/"> </a></em></p>
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